Emprego é desenvolvimento
Promover o desenvolvimento econômico e social de um município passa pelo fortalecimento das oportunidades de emprego. Conectar candidatos a vagas, apoiar empresas e conduzir processos seletivos justos, porém, nem sempre é simples para as secretarias responsáveis.
Os desafios da intermediação municipal
- Encontrar o candidato certo para a vaga certa.
- Processos lentos, com ruído e retrabalho.
- Empresas desestimuladas pela demora ou pelo excesso de currículos incompatíveis.
- Falta de indicadores sobre vagas abertas, candidatos não contratados e o efeito real das políticas públicas.
O papel do município
A Lei 13.667/2018 organiza o Sistema Nacional de Emprego (Sine). Para os municípios que aderem ao Sine, ela lista competências como:
- intermediar o aproveitamento da mão de obra (art. 9º, III);
- cadastrar os trabalhadores desempregados em sistema informatizado acessível às unidades do Sine (art. 9º, IV);
- oferecer orientação e qualificação profissional (art. 9º, VI);
- promover a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho (art. 9º, IX).
No Sine, mulheres em situação de violência doméstica e familiar têm prioridade no atendimento e reserva de 10% das vagas ofertadas para intermediação (art. 9º, §1º). Mesmo quando a central municipal funciona fora do Sine, essas competências são uma boa referência. Em qualquer caso, a seleção não pode discriminar a pessoa com deficiência (Lei 13.146/2015, art. 34, §3º).
Por que digitalizar o processo
- Acesso e inclusão: cidadãos e empresas participam sem depender de deslocamento ou de horário de atendimento. Pequenos negócios ganham visibilidade, e pessoas em situação de vulnerabilidade passam a ter mais chances.
- Agilidade para empresas e candidatos: empresas divulgam vagas, filtram candidatos e marcam entrevistas; candidatos acompanham inscrições e recebem retorno.
- Dados para políticas públicas: o município passa a ver onde está a demanda, que qualificações faltam, por que candidatos não foram contratados e quais setores têm mais rotatividade.
Roteiro de uma central de empregos
- Cadastro do candidato: currículo com escolaridade, experiência e disponibilidade, coletando só o necessário.
- Cadastro da empresa e da vaga: requisitos, benefícios, local e perguntas de triagem.
- Triagem e encaminhamento: a equipe ou a própria empresa seleciona perfis compatíveis e agenda entrevistas.
- Retorno ao candidato: aprovado, em análise ou não selecionado, com orientação sobre os próximos passos.
- Registro do resultado: contratação ou motivo da não contratação, informação que alimenta os indicadores.
- Qualificação: encaminhamento a cursos quando a falta de qualificação aparece como motivo recorrente.
Indicadores que orientam a política
- Vagas abertas e preenchidas, por setor e período.
- Tempo médio entre a abertura da vaga e a contratação.
- Motivos de não contratação mais frequentes.
- Perfis com mais dificuldade de colocação.
- Encaminhamentos para qualificação e o resultado posterior.
Divulgar esses indicadores periodicamente ajuda a prestar contas à população e a planejar cursos em parceria com escolas técnicas e empresas.
Cuidados com os dados dos candidatos
Currículos reúnem dados pessoais como endereço, telefone e histórico profissional. O poder público pode tratá-los para executar políticas públicas (Lei 13.709/2018, art. 7º, III, e art. 23), respeitando os princípios da finalidade e da necessidade (art. 6º, I e III) e adotando medidas de segurança (art. 46).
- Colete apenas o que a intermediação exige.
- Informe ao candidato quais dados as empresas verão e para quê.
- Dê a cada empresa acesso só aos candidatos das suas vagas.
- Defina perfis de acesso para a equipe da prefeitura e mantenha registro das consultas.
- Evite campos que possam levar a discriminação na triagem.
Boas práticas
- Promova feiras e eventos de emprego, presenciais ou digitais, em parceria com empresas locais.
- Ofereça orientação e suporte ao trabalhador em toda a jornada.
- Garanta que a plataforma seja simples, acessível e com tratamento de dados alinhado à LGPD.
- Avalie e divulgue indicadores de contratação e qualificação.
- Relacione a demanda das empresas com a oferta de cursos públicos ou técnicos.
Como o Contrata+ apoia a central de empregos
O Contrata+, da Web Brain, é uma central digital de empregos que conecta cidadãos, empresas (inclusive pequenos comércios e MEIs) e prefeitura. O candidato tem currículo gerado automaticamente, busca vagas, se inscreve e recebe avisos de entrevista e retorno. A empresa publica vagas com requisitos, benefícios e perguntas, compara perfis, marca entrevistas e promove ou desclassifica candidatos.
A prefeitura acompanha painéis e relatórios por candidato, vaga, empresa e período, inclusive com os motivos de não contratação, e registra encaminhamentos e orientações ao trabalhador.
Referências
- Lei nº 13.667/2018: Sistema Nacional de Emprego (Sine)planalto.gov.br
- Lei nº 13.709/2018: Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)planalto.gov.br
- Lei nº 13.146/2015: Estatuto da Pessoa com Deficiênciaplanalto.gov.br
Fontes oficiais conferidas na revisão de 13/10/2026. Normas mudam: confira sempre a versão vigente e a regulamentação do seu município. Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação da assessoria jurídica ou do controle interno do órgão.
















